{"id":195,"date":"2026-10-26T10:52:15","date_gmt":"2026-10-26T13:52:15","guid":{"rendered":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/?p=195"},"modified":"2026-10-26T10:52:15","modified_gmt":"2026-10-26T13:52:15","slug":"quais-custos-extras-existem-ao-embarcar-carga-perigosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/quais-custos-extras-existem-ao-embarcar-carga-perigosa\/","title":{"rendered":"Quais custos extras existem ao embarcar carga perigosa?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resposta curta:<\/strong> O embarque de carga perigosa envolve custos extras al\u00e9m do IMO surcharge, incluindo sobretaxas do armador, tarifas portu\u00e1rias, armazenagem, inspe\u00e7\u00f5es, documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, equipamentos especiais e penalidades por declara\u00e7\u00e3o incorreta. Os valores variam conforme classe IMO, n\u00famero ONU, tipo de equipamento, rota, terminal e pol\u00edtica do prestador de servi\u00e7o.<\/p>\n<h2>O que caracteriza o custo extra para carga perigosa no transporte mar\u00edtimo?<\/h2>\n<p>O custo extra para carga perigosa no transporte mar\u00edtimo resulta da necessidade de controles, documenta\u00e7\u00e3o e procedimentos adicionais exigidos pelo C\u00f3digo IMDG (International Maritime Dangerous Goods Code) e por normas nacionais. Isso inclui an\u00e1lise t\u00e9cnica, segrega\u00e7\u00e3o, manuseio especial, inspe\u00e7\u00f5es, tarifas portu\u00e1rias diferenciadas e exig\u00eancias documentais espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Carga perigosa, tamb\u00e9m chamada de carga IMO, \u00e9 toda mercadoria classificada conforme o C\u00f3digo IMDG por apresentar riscos como inflamabilidade, explosividade, corrosividade, toxicidade ou perigo ambiental. O <strong>IMO surcharge<\/strong>, ou dangerous goods surcharge, \u00e9 a sobretaxa comercial aplicada pelo transportador para cobrir custos de an\u00e1lise, aceita\u00e7\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e controle operacional. N\u00e3o existe um valor universal para essa taxa, pois ela depende da classe da carga, n\u00famero ONU, equipamento, rota e pol\u00edtica do armador.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os custos extras detalhados para embarque de carga perigosa?<\/h2>\n<p>Os custos extras para embarcar carga perigosa v\u00e3o al\u00e9m do IMO surcharge e podem ser divididos em etapas, variando conforme o tipo de opera\u00e7\u00e3o, classe IMO, n\u00famero ONU, equipamento, terminal e pol\u00edtica do armador. A seguir, detalham-se os principais itens verificados em opera\u00e7\u00f5es reais:<\/p>\n<h3>Custos e exig\u00eancias documentais<\/h3>\n<ul>\n<li><strong>MDGF (Multimodal Dangerous Goods Form)<\/strong>: formul\u00e1rio obrigat\u00f3rio para aceita\u00e7\u00e3o do embarque, exigido em ingl\u00eas por armadores como a Maersk Brasil.<\/li>\n<li><strong>MSDS (Material Safety Data Sheet)<\/strong> e <strong>FISPQ (Ficha com Dados de Seguran\u00e7a, antiga FISPQ)<\/strong>: exigidas em ingl\u00eas (MSDS) e portugu\u00eas (FISPQ) para exporta\u00e7\u00e3o a partir do Brasil.<\/li>\n<li><strong>Declara\u00e7\u00e3o de Mercadorias Perigosas (DGD)<\/strong>: documento com classifica\u00e7\u00e3o, n\u00famero ONU, grupo de embalagem e instru\u00e7\u00f5es de transporte.<\/li>\n<li><strong>Certificado de inspe\u00e7\u00e3o do tanque<\/strong>: obrigat\u00f3rio para isotanks, conforme exig\u00eancia do armador.<\/li>\n<li><strong>Emergency Chart<\/strong>: ficha de emerg\u00eancia exigida em determinadas opera\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Sobretaxas e tarifas<\/h3>\n<ul>\n<li><strong>IMO surcharge\/dangerous goods surcharge<\/strong>: valor cobrado pelo armador ou operador log\u00edstico para cobrir custos de an\u00e1lise, segrega\u00e7\u00e3o e manuseio especial. N\u00e3o h\u00e1 padroniza\u00e7\u00e3o internacional; cada armador define sua pol\u00edtica.<\/li>\n<li><strong>Tarifas portu\u00e1rias diferenciadas<\/strong>: portos brasileiros podem aplicar acr\u00e9scimos espec\u00edficos. Por exemplo, a autoridade portu\u00e1ria de S\u00e3o Sebasti\u00e3o prev\u00ea 30% de acr\u00e9scimo para navios transportando cargas perigosas (IMDG). Resolu\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias da ANTAQ podem prever 35% de acr\u00e9scimo na movimenta\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a em dobro para tr\u00e2nsito e armazenagem em situa\u00e7\u00f5es previstas.<\/li>\n<li><strong>Custos de inspe\u00e7\u00e3o<\/strong>: inspe\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias ou exigidas por \u00f3rg\u00e3os intervenientes podem ser cobradas \u00e0 parte.<\/li>\n<li><strong>Armazenagem<\/strong>: custos de armazenagem de cais, demurrage e detention podem ser aplicados separadamente, conforme cota\u00e7\u00e3o do operador log\u00edstico ou tabela do terminal.<\/li>\n<li><strong>Penalidades<\/strong>: declara\u00e7\u00e3o incorreta pode gerar penalidades severas. A Maersk Brasil informa taxa administrativa de US$ 15.000 por conhecimento de embarque em caso de carga declarada incorretamente.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Tabela comparativa dos custos extras<\/h3>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Etapa<\/th>\n<th>Exemplo de cobran\u00e7a<\/th>\n<th>Crit\u00e9rio operacional \/ Pontos de aten\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Sobretaxa armador<\/td>\n<td>IMO surcharge, valor vari\u00e1vel<\/td>\n<td>Depende de classe IMO, n\u00famero ONU, pol\u00edtica do armador<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Tarifas portu\u00e1rias<\/td>\n<td>30% a 35% de acr\u00e9scimo, cobran\u00e7a em dobro<\/td>\n<td>Tabela do terminal\/localidade, tipo de opera\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Inspe\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Valor sob consulta, pode ser extraordin\u00e1ria<\/td>\n<td>Exig\u00eancia do terminal ou \u00f3rg\u00e3o interveniente<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Armazenagem<\/td>\n<td>Cobran\u00e7a separada, inclusive demurrage\/detention<\/td>\n<td>Per\u00edodo de perman\u00eancia, atraso na documenta\u00e7\u00e3o ou embarque<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Documenta\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Taxa administrativa, custo de tradu\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Exig\u00eancia de MSDS\/FISPQ em l\u00ednguas espec\u00edficas, MDGF, certificado tanque<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Penalidade por erro<\/td>\n<td>US$ 15.000 por BL (Maersk Brasil)<\/td>\n<td>Declara\u00e7\u00e3o incorreta, inconsist\u00eancia documental<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Equipamento especial<\/td>\n<td>Custo adicional para isotank, reefer, flexitank<\/td>\n<td>Aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, certificado de inspe\u00e7\u00e3o, disponibilidade<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3>Varia\u00e7\u00e3o conforme classe IMO, n\u00famero ONU e equipamento<\/h3>\n<p>A classe IMO (1 a 9), o n\u00famero ONU e o grupo de embalagem determinam o n\u00edvel de risco, aceita\u00e7\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o. Cargas de classes mais restritivas ou com requisitos especiais podem ter custos significativamente maiores, inclusive na escolha do equipamento (isotank, dry, reefer, flexitank). Cada armador e terminal pode impor regras e tarifas pr\u00f3prias para cada combina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Custos contingenciais<\/h3>\n<p>Al\u00e9m dos custos previs\u00edveis, podem surgir custos contingenciais, como inspe\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, armazenagem adicional devido a atraso documental, rebooking, detention ou penalidades por n\u00e3o conformidade.<\/p>\n<h2>O que a legisla\u00e7\u00e3o exige sobre custos e procedimentos para carga perigosa?<\/h2>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o internacional e brasileira estabelece requisitos rigorosos para o transporte mar\u00edtimo de carga perigosa, mas n\u00e3o fixa valores para as tarifas extras, deixando a defini\u00e7\u00e3o para armadores, terminais e autoridades portu\u00e1rias.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>C\u00f3digo IMDG<\/strong>: regula classifica\u00e7\u00e3o, embalagem, marca\u00e7\u00e3o, rotulagem, documenta\u00e7\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e transporte mar\u00edtimo de mercadorias perigosas.<\/li>\n<li><strong>SOLAS<\/strong>: define exig\u00eancias operacionais e de seguran\u00e7a, incluindo responsabilidade pela unidade de transporte e massa bruta verificada.<\/li>\n<li><strong>Regulamenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria brasileira<\/strong>: cada porto pode aplicar acr\u00e9scimos pr\u00f3prios para movimenta\u00e7\u00e3o, tr\u00e2nsito e armazenagem de cargas perigosas.<\/li>\n<li><strong>ANTAQ<\/strong>: tarifas e regras dependem da autoridade portu\u00e1ria e do terminal; n\u00e3o existe percentual \u00fanico nacional.<\/li>\n<li><strong>NR-29 e procedimentos locais<\/strong>: exigem documenta\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia e informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias.<\/li>\n<li><strong>ANTT<\/strong>: regula o transporte rodovi\u00e1rio nacional e internacional, com exig\u00eancias adicionais para carga perigosa.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Como \u00e9 o processo operacional para embarcar carga perigosa?<\/h2>\n<p>O processo operacional para embarcar carga perigosa envolve etapas documentais e operacionais espec\u00edficas, que devem ser seguidas rigorosamente para evitar custos extras, atrasos e penalidades:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Classifica\u00e7\u00e3o do produto<\/strong>: confirmar n\u00famero ONU, proper shipping name, classe, grupo de embalagem e poluente marinho conforme o IMDG.<\/li>\n<li><strong>Verifica\u00e7\u00e3o de aceita\u00e7\u00e3o<\/strong>: checar se o armador aceita a classe, n\u00famero ONU, quantidade e equipamento na rota desejada.<\/li>\n<li><strong>Cota\u00e7\u00e3o discriminada<\/strong>: solicitar or\u00e7amento detalhado, separando frete-base, IMO surcharge, documenta\u00e7\u00e3o, terminal handling, armazenagem, inspe\u00e7\u00e3o e transporte terrestre.<\/li>\n<li><strong>Prepara\u00e7\u00e3o documental<\/strong>: conferir MDGF\/DGD, MSDS, FISPQ, invoice, packing list, certificado do tanque e documentos exigidos.<\/li>\n<li><strong>Confer\u00eancia de requisitos operacionais<\/strong>: checar embalagem, marca\u00e7\u00e3o, rotulagem, segrega\u00e7\u00e3o, amarra\u00e7\u00e3o e carregamento.<\/li>\n<li><strong>Envio de documentos<\/strong>: encaminhar documentos antes do cut-off de aprova\u00e7\u00e3o de carga perigosa (na Maersk Brasil, 24 horas \u00fateis antes do cut-off do shipping instruction).<\/li>\n<li><strong>Aprova\u00e7\u00e3o formal do armador<\/strong>: obter confirma\u00e7\u00e3o formal, pois o booking inicial n\u00e3o garante aceita\u00e7\u00e3o final.<\/li>\n<li><strong>Confer\u00eancia tarif\u00e1ria do terminal<\/strong>: verificar tarifas de origem e destino para movimenta\u00e7\u00e3o, tr\u00e2nsito, armazenagem e servi\u00e7os especiais.<\/li>\n<li><strong>Planejamento do trecho rodovi\u00e1rio<\/strong>: observar requisitos adicionais para transporte terrestre de carga perigosa.<\/li>\n<li><strong>Arquivamento e confer\u00eancia final<\/strong>: garantir que todos os documentos estejam corretos e correspondam \u00e0 unidade embarcada.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Quais erros comuns geram custos ocultos no embarque de carga perigosa?<\/h2>\n<p>Erros operacionais e documentais s\u00e3o as principais fontes de custos ocultos no embarque de carga perigosa:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Considerar apenas o IMO surcharge<\/strong>: desconsidera tarifas portu\u00e1rias, armazenagem, inspe\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os documentais.<\/li>\n<li><strong>Entregar documenta\u00e7\u00e3o incompleta ou fora do prazo<\/strong>: pode gerar armazenagem extra, detention, custos de remarca\u00e7\u00e3o ou perda do embarque.<\/li>\n<li><strong>Declarar incorretamente classe, n\u00famero ONU ou quantidade<\/strong>: pode causar rejei\u00e7\u00e3o, rebooking, custos de retorno e penalidade (exemplo: US$ 15.000 por BL na Maersk Brasil).<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o confirmar aceita\u00e7\u00e3o do equipamento<\/strong>: isotanks exigem certificado de inspe\u00e7\u00e3o pr\u00e9vio.<\/li>\n<li><strong>Ignorar regras do terminal<\/strong>: acr\u00e9scimos portu\u00e1rios podem ser aplicados al\u00e9m da sobretaxa do armador.<\/li>\n<li><strong>Misturar classes incompat\u00edveis<\/strong>: pode exigir unidades separadas ou impedir consolida\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Falta de alinhamento documental<\/strong>: inconsist\u00eancias entre invoice, packing list, FISPQ, MSDS, MDGF e declara\u00e7\u00e3o podem gerar inspe\u00e7\u00e3o, atraso ou rejei\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Como os custos se distribuem por etapa e por tipo de opera\u00e7\u00e3o no Brasil?<\/h2>\n<p>A matriz de custos para embarque de carga perigosa deve considerar cada etapa e componente tarif\u00e1rio, especialmente na realidade brasileira, onde h\u00e1 exig\u00eancias documentais e operacionais espec\u00edficas. Veja um exemplo de distribui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Etapa<\/th>\n<th>Custo previs\u00edvel<\/th>\n<th>Custo contingencial<\/th>\n<th>Pontos de aten\u00e7\u00e3o operacional<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Pr\u00e9-embarque<\/td>\n<td>Tradu\u00e7\u00e3o de MSDS, prepara\u00e7\u00e3o de FISPQ, MDGF, DGD<\/td>\n<td>Retrabalho documental, atraso por inconsist\u00eancia<\/td>\n<td>Conferir exig\u00eancias de idioma e formul\u00e1rio do armador<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Terminal de origem<\/td>\n<td>Acr\u00e9scimo portu\u00e1rio (30% a 35%), inspe\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Armazenagem extra, inspe\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria<\/td>\n<td>Checar tabela do terminal e prazo de perman\u00eancia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Transporte mar\u00edtimo<\/td>\n<td>IMO surcharge, custo de equipamento especial<\/td>\n<td>Penalidade por declara\u00e7\u00e3o incorreta, rebooking<\/td>\n<td>Validar aceita\u00e7\u00e3o da classe, n\u00famero ONU, isotank<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Destino<\/td>\n<td>Acr\u00e9scimos portu\u00e1rios, inspe\u00e7\u00e3o, armazenagem<\/td>\n<td>Custos de devolu\u00e7\u00e3o ou reexporta\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Conferir exig\u00eancias do porto de destino<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>P\u00f3s-chegada<\/td>\n<td>Transporte terrestre com exig\u00eancias ANTT<\/td>\n<td>Penalidade por n\u00e3o conformidade documental ou operacional<\/td>\n<td>Planejar rota e documenta\u00e7\u00e3o para o trecho rodovi\u00e1rio<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>No Brasil, a exig\u00eancia de FISPQ em portugu\u00eas (al\u00e9m da MSDS em ingl\u00eas) e a necessidade de MDGF, certificado de inspe\u00e7\u00e3o do isotank e documenta\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia s\u00e3o diferenciais que impactam o custo e a complexidade do processo.<\/p>\n<h2>Como reduzir o risco de custos extras e penalidades no embarque de carga perigosa?<\/h2>\n<p>Reduzir o risco de custos extras e penalidades exige abordagem preventiva e detalhamento tarif\u00e1rio:<\/p>\n<ul>\n<li>Solicite cota\u00e7\u00e3o discriminada (\u201call-in\u201d) com separa\u00e7\u00e3o de IMO surcharge, tarifas portu\u00e1rias, documenta\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00e3o, equipamento e transporte terrestre.<\/li>\n<li>Confirme aceita\u00e7\u00e3o da classe IMO, n\u00famero ONU, tipo de equipamento e rota antes do booking.<\/li>\n<li>Prepare todos os documentos exigidos (MDGF, MSDS, FISPQ, DGD, certificado de inspe\u00e7\u00e3o) e envie dentro do prazo operacional do armador e do terminal.<\/li>\n<li>Alinhe invoice, packing list e documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para evitar inconsist\u00eancias.<\/li>\n<li>Consulte as tabelas tarif\u00e1rias espec\u00edficas do terminal de origem e destino.<\/li>\n<li>Planeje a log\u00edstica rodovi\u00e1ria conforme as exig\u00eancias da ANTT e dos \u00f3rg\u00e3os intervenientes.<\/li>\n<li>Mantenha comunica\u00e7\u00e3o formal com armador e operador log\u00edstico para aprova\u00e7\u00e3o final do embarque.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Perguntas Frequentes<\/h2>\n<h3>O que est\u00e1 inclu\u00eddo no IMO surcharge do armador?<\/h3>\n<p>O IMO surcharge cobre custos de an\u00e1lise t\u00e9cnica, aceita\u00e7\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e manuseio especial da carga perigosa, mas n\u00e3o inclui tarifas portu\u00e1rias, inspe\u00e7\u00f5es, armazenagem ou penalidades, que s\u00e3o cobrados separadamente conforme pol\u00edtica do terminal e do operador.<\/p>\n<h3>O IMO surcharge \u00e9 cobrado por cont\u00eainer, por booking ou por conhecimento de embarque?<\/h3>\n<p>A cobran\u00e7a do IMO surcharge pode variar conforme a pol\u00edtica do armador: pode ser aplicada por cont\u00eainer, por booking ou por conhecimento de embarque (BL). \u00c9 fundamental consultar a tabela espec\u00edfica do armador para cada opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>A taxa de carga IMO muda conforme a classe de risco?<\/h3>\n<p>Sim, a taxa pode variar conforme a classe IMO, n\u00famero ONU e tipo de manuseio exigido. Cargas de classes mais restritivas ou com requisitos especiais de segrega\u00e7\u00e3o e acesso tendem a ter custos mais altos.<\/p>\n<h3>Quais documentos o armador exige para exportar produto perigoso pelo Porto de Santos?<\/h3>\n<p>Segundo exig\u00eancias da Maersk Brasil, s\u00e3o requeridos MDGF em ingl\u00eas, MSDS em ingl\u00eas, FISPQ em portugu\u00eas, Emergency Chart, Declara\u00e7\u00e3o de Mercadorias Perigosas e certificado de inspe\u00e7\u00e3o do tanque para isotanks.<\/p>\n<h3>Quais custos surgem quando a carga perigosa \u00e9 recusada no terminal?<\/h3>\n<p>Quando a carga \u00e9 recusada no terminal, podem surgir custos de armazenagem extra, inspe\u00e7\u00e3o adicional, detention, rebooking e at\u00e9 penalidades administrativas, dependendo da causa da recusa e da pol\u00edtica do armador e do terminal.<\/p>\n<p>Se sua opera\u00e7\u00e3o precisa de levantamento preciso dos custos de embarque IMO, converse com um especialista para mapear cada componente tarif\u00e1rio e evitar surpresas na sua pr\u00f3xima exporta\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o de carga perigosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra os custos extras ao embarcar carga perigosa, al\u00e9m do IMO surcharge, incluindo tarifas portu\u00e1rias, inspe\u00e7\u00f5es e penalidades.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-195","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-guias-tecnicos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":196,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195\/revisions\/196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}