{"id":182,"date":"2026-10-19T15:46:37","date_gmt":"2026-10-19T18:46:37","guid":{"rendered":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/?p=182"},"modified":"2026-10-19T15:46:37","modified_gmt":"2026-10-19T18:46:37","slug":"quais-sao-as-9-classes-de-cargas-perigosas-do-imdg-code","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/quais-sao-as-9-classes-de-cargas-perigosas-do-imdg-code\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o as 9 classes de cargas perigosas do IMDG Code?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resposta curta:<\/strong> O IMDG Code (International Maritime Dangerous Goods Code) define 9 classes principais de cargas perigosas para transporte mar\u00edtimo, cada uma baseada no tipo de risco predominante. Algumas classes possuem divis\u00f5es internas. A classifica\u00e7\u00e3o correta \u00e9 fundamental para sele\u00e7\u00e3o de equipamento, documenta\u00e7\u00e3o e atendimento \u00e0s exig\u00eancias regulat\u00f3rias e operacionais.<\/p>\n<h2>O que s\u00e3o as classes de cargas perigosas do IMDG Code e como funcionam?<\/h2>\n<p>As classes de cargas perigosas do IMDG Code organizam subst\u00e2ncias e artigos conforme o perigo principal que apresentam durante o transporte mar\u00edtimo, n\u00e3o correspondendo a uma escala de severidade. A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria para prevenir acidentes, garantir a seguran\u00e7a da tripula\u00e7\u00e3o, do navio e do meio ambiente, e orientar os processos de embalagem, segrega\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O IMDG Code, elaborado pela International Maritime Organization (IMO), \u00e9 refer\u00eancia global para transporte mar\u00edtimo de mercadorias perigosas embaladas. Cada produto deve ser classificado segundo suas propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas, toxicol\u00f3gicas, ambientais ou radiol\u00f3gicas, e n\u00e3o apenas pelo nome comercial ou estado f\u00edsico.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as 9 classes de cargas perigosas do IMDG Code e suas divis\u00f5es?<\/h2>\n<p>O IMDG Code estabelece 9 classes principais, algumas com subdivis\u00f5es, para mercadorias perigosas. A tabela abaixo relaciona cada classe, divis\u00f5es, exemplos de produtos qu\u00edmicos, equipamentos normalmente utilizados e pontos de aten\u00e7\u00e3o operacional:<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Classe<\/th>\n<th>Divis\u00e3o\/Subclasse<\/th>\n<th>Exemplos de Produtos<\/th>\n<th>Equipamento Usual<\/th>\n<th>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o Operacional<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>1<\/td>\n<td>1.1 a 1.6<\/td>\n<td>Fogos de artif\u00edcio, nitrato de am\u00f4nio, TNT<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, UN box<\/td>\n<td>Restri\u00e7\u00f5es severas, segrega\u00e7\u00e3o m\u00e1xima, documenta\u00e7\u00e3o especial<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2<\/td>\n<td>2.1, 2.2, 2.3<\/td>\n<td>G\u00e1s GLP, am\u00f4nia anidra, di\u00f3xido de carbono<\/td>\n<td>Isotank, cont\u00eainer G\u00e1s<\/td>\n<td>Press\u00e3o, ventila\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o clara de riscos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>3<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td>Tolueno, etanol, gasolina<\/td>\n<td>Isotank, flexitank (n\u00e3o perigoso), cont\u00eainer dry<\/td>\n<td>Inflamabilidade, compatibilidade de materiais, aterramento<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>4<\/td>\n<td>4.1, 4.2, 4.3<\/td>\n<td>Enxofre, f\u00f3sforo, s\u00f3dio met\u00e1lico<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, UN box<\/td>\n<td>Risco de combust\u00e3o espont\u00e2nea ou rea\u00e7\u00e3o com \u00e1gua<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>5<\/td>\n<td>5.1, 5.2<\/td>\n<td>Nitrato de pot\u00e1ssio, per\u00f3xido de hidrog\u00eanio<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, isotank<\/td>\n<td>Oxida\u00e7\u00e3o, incompatibilidade com combust\u00edveis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>6<\/td>\n<td>6.1, 6.2<\/td>\n<td>Cianeto de s\u00f3dio, amostras cl\u00ednicas<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, UN box, isotank<\/td>\n<td>Toxicidade, biosseguran\u00e7a, dupla rotulagem<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>7<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td>Ur\u00e2nio, cobalto-60<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, embalagem especial<\/td>\n<td>Licenciamento, monitoramento radiol\u00f3gico, rotas restritas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>8<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td>\u00c1cido sulf\u00farico, soda c\u00e1ustica<\/td>\n<td>Isotank, cont\u00eainer dry<\/td>\n<td>Corros\u00e3o, compatibilidade de embalagem, EPI obrigat\u00f3rio<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>9<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<td>Poliestireno expandido, baterias de l\u00edtio, poluentes marinhos<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, isotank, embalagem especial<\/td>\n<td>Diversidade de riscos, exig\u00eancias ambientais, documenta\u00e7\u00e3o detalhada<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h3>Detalhamento das divis\u00f5es internas<\/h3>\n<ul>\n<li><strong>Classe 1 (Explosivos):<\/strong>\n<ul>\n<li>1.1: Risco de explos\u00e3o em massa<\/li>\n<li>1.2: Proje\u00e7\u00e3o, sem explos\u00e3o em massa<\/li>\n<li>1.3: Inc\u00eandio, risco de explos\u00e3o limitada<\/li>\n<li>1.4: Risco menor, explos\u00e3o local<\/li>\n<li>1.5: Subst\u00e2ncias muito insens\u00edveis, risco de explos\u00e3o em massa<\/li>\n<li>1.6: Artigos extremamente insens\u00edveis, sem risco significativo de explos\u00e3o em massa<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Classe 2 (Gases):<\/strong>\n<ul>\n<li>2.1: Gases inflam\u00e1veis<\/li>\n<li>2.2: Gases n\u00e3o inflam\u00e1veis e n\u00e3o t\u00f3xicos<\/li>\n<li>2.3: Gases t\u00f3xicos<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Classe 4 (S\u00f3lidos inflam\u00e1veis):<\/strong>\n<ul>\n<li>4.1: S\u00f3lidos inflam\u00e1veis<\/li>\n<li>4.2: Subst\u00e2ncias sujeitas \u00e0 combust\u00e3o espont\u00e2nea<\/li>\n<li>4.3: Subst\u00e2ncias que, em contato com \u00e1gua, liberam gases inflam\u00e1veis<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Classe 5 (Oxidantes e per\u00f3xidos org\u00e2nicos):<\/strong>\n<ul>\n<li>5.1: Subst\u00e2ncias oxidantes<\/li>\n<li>5.2: Per\u00f3xidos org\u00e2nicos<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Classe 6 (T\u00f3xicos e infectantes):<\/strong>\n<ul>\n<li>6.1: Subst\u00e2ncias t\u00f3xicas<\/li>\n<li>6.2: Subst\u00e2ncias infectantes<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Observa\u00e7\u00f5es operacionais<\/h3>\n<ul>\n<li>A numera\u00e7\u00e3o das classes n\u00e3o indica uma escala de maior ou menor perigo, segundo o IMDG Code.<\/li>\n<li>Produtos com mais de um tipo de risco podem ter perigos subsidi\u00e1rios, que devem ser indicados na documenta\u00e7\u00e3o e nos r\u00f3tulos.<\/li>\n<li>A sele\u00e7\u00e3o do equipamento (isotank, cont\u00eainer dry, reefer) depende da classe, do estado f\u00edsico, das exig\u00eancias de temperatura\/press\u00e3o e das instru\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do produto.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Quais s\u00e3o as normas e exig\u00eancias do IMDG Code para classifica\u00e7\u00e3o de cargas perigosas?<\/h2>\n<p>O IMDG Code, em vigor como refer\u00eancia internacional, \u00e9 obrigat\u00f3rio para transporte mar\u00edtimo de mercadorias perigosas embaladas. O cap\u00edtulo 2 define as classes e divis\u00f5es, enquanto o cap\u00edtulo 2.9 trata das subst\u00e2ncias perigosas diversas (Classe 9) e das subst\u00e2ncias perigosas ao meio ambiente.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o deve considerar:<\/p>\n<ul>\n<li>Propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas, toxicol\u00f3gicas, ambientais e radiol\u00f3gicas.<\/li>\n<li>N\u00famero ONU (UN number), nome apropriado para embarque, grupo de embalagem (quando aplic\u00e1vel), perigos subsidi\u00e1rios e requisitos de segrega\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Atualiza\u00e7\u00e3o conforme a edi\u00e7\u00e3o vigente do IMDG Code.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No Brasil, al\u00e9m do IMDG Code, \u00e9 necess\u00e1rio atender \u00e0s exig\u00eancias de terminais portu\u00e1rios, Receita Federal e \u00f3rg\u00e3os anuentes (ANVISA, IBAMA, Ex\u00e9rcito, entre outros).<\/p>\n<h2>Como \u00e9 o processo operacional para classificar e embarcar cargas perigosas mar\u00edtimas?<\/h2>\n<p>O passo a passo para classifica\u00e7\u00e3o e embarque de cargas perigosas pelo IMDG Code inclui:<\/p>\n<ol>\n<li>Identificar a composi\u00e7\u00e3o e propriedades do produto.<\/li>\n<li>Confirmar a classifica\u00e7\u00e3o IMDG e o n\u00famero ONU.<\/li>\n<li>Verificar o nome apropriado para embarque e a classe\/divis\u00e3o principal.<\/li>\n<li>Identificar perigos subsidi\u00e1rios, grupo de embalagem e requisitos ambientais.<\/li>\n<li>Consultar exig\u00eancias de embalagem, marca\u00e7\u00e3o, rotulagem, documenta\u00e7\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Confirmar a adequa\u00e7\u00e3o do equipamento, terminal, armador e rota.<\/li>\n<li>Emitir a documenta\u00e7\u00e3o de mercadoria perigosa (incluindo Ficha com Dados de Seguran\u00e7a \u2013 FDS, antiga FISPQ) antes do recebimento ou embarque.<\/li>\n<li>Para opera\u00e7\u00f5es no Brasil, validar exig\u00eancias do terminal, Receita Federal e \u00f3rg\u00e3os anuentes.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Quais s\u00e3o os erros mais comuns e custos ocultos na classifica\u00e7\u00e3o de cargas perigosas?<\/h2>\n<p>Os erros mais frequentes incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Confundir classe de perigo com estado f\u00edsico (exemplo: nem todo l\u00edquido \u00e9 Classe 3).<\/li>\n<li>Utilizar apenas a FDS (antiga FISPQ) sem validar dados espec\u00edficos de transporte.<\/li>\n<li>Ignorar perigos subsidi\u00e1rios, o que pode causar recusa de embarque ou exig\u00eancia de reclassifica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Subestimar a Classe 9, que re\u00fane riscos diversos e pode exigir controles espec\u00edficos.<\/li>\n<li>Presumir que a numera\u00e7\u00e3o das classes indica severidade.<\/li>\n<li>Utilizar listas gen\u00e9ricas sem conferir a edi\u00e7\u00e3o vigente do IMDG Code.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esses erros podem gerar custos ocultos como atrasos, multas, retrabalho documental, recusa de embarque, necessidade de reembalagem e, em casos graves, incidentes ambientais ou de seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>Como a classifica\u00e7\u00e3o IMDG impacta a escolha entre isotank, dry e reefer, e a opera\u00e7\u00e3o no Brasil?<\/h2>\n<p>No contexto brasileiro, a classifica\u00e7\u00e3o IMDG \u00e9 apenas o ponto de partida. Para cada embarque, \u00e9 necess\u00e1rio:<\/p>\n<ul>\n<li>Relacionar a classe ao n\u00famero ONU, nome apropriado para embarque, grupo de embalagem, perigos subsidi\u00e1rios e requisitos de segrega\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Escolher o equipamento considerando:\n<ul>\n<li>Estado f\u00edsico (l\u00edquido, s\u00f3lido, g\u00e1s)<\/li>\n<li>Temperatura e press\u00e3o de transporte<\/li>\n<li>Compatibilidade de materiais<\/li>\n<li>Exig\u00eancias do terminal e do armador<\/li>\n<li>Rotas e restri\u00e7\u00f5es nacionais (exemplo: Porto de Santos possui exig\u00eancias espec\u00edficas para certas classes)<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Conferir documenta\u00e7\u00e3o: al\u00e9m do IMDG Code, os terminais e \u00f3rg\u00e3os intervenientes exigem documenta\u00e7\u00e3o complementar, como autoriza\u00e7\u00e3o do IBAMA para Classe 9 ambiental, anu\u00eancia da ANVISA para Classe 6.2, e inspe\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito para Classe 1.<\/li>\n<li>Validar a conformidade antes da entrega no terminal, para evitar recusa, custos de armazenagem ou necessidade de reclassifica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tabela operacional de refer\u00eancia para decis\u00e3o:<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Classe IMDG<\/th>\n<th>Exemplos de Equipamento<\/th>\n<th>Exig\u00eancias Documentais<\/th>\n<th>Pontos de Aten\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>1<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, UN box<\/td>\n<td>Licen\u00e7a Ex\u00e9rcito, inspe\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/td>\n<td>Restri\u00e7\u00f5es m\u00e1ximas, segrega\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2<\/td>\n<td>Isotank, cont\u00eainer g\u00e1s<\/td>\n<td>Certificado de press\u00e3o, FDS<\/td>\n<td>Press\u00e3o, ventila\u00e7\u00e3o, rotulagem<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>3<\/td>\n<td>Isotank, flexitank*<\/td>\n<td>FDS, declara\u00e7\u00e3o de inflamabilidade<\/td>\n<td>Compatibilidade, aterramento<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>4<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, UN box<\/td>\n<td>FDS, declara\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Combust\u00e3o espont\u00e2nea, contato com \u00e1gua<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>5<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, isotank<\/td>\n<td>FDS, segrega\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Oxida\u00e7\u00e3o, incompatibilidade<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>6<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, isotank<\/td>\n<td>Anu\u00eancia ANVISA, FDS<\/td>\n<td>Toxicidade, biosseguran\u00e7a<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>7<\/td>\n<td>Embalagem especial<\/td>\n<td>Licen\u00e7a CNEN, FDS<\/td>\n<td>Monitoramento radiol\u00f3gico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>8<\/td>\n<td>Isotank, cont\u00eainer dry<\/td>\n<td>FDS, EPI obrigat\u00f3rio<\/td>\n<td>Corros\u00e3o, compatibilidade<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>9<\/td>\n<td>Cont\u00eainer dry, isotank<\/td>\n<td>IBAMA, FDS, declara\u00e7\u00e3o ambiental<\/td>\n<td>Diversidade de riscos, controles ambientais<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>*Flexitank n\u00e3o \u00e9 permitido para cargas perigosas Classe 3.<\/p>\n<h2>Como reduzir o risco operacional na classifica\u00e7\u00e3o e embarque de cargas perigosas mar\u00edtimas?<\/h2>\n<p>Para mitigar riscos:<\/p>\n<ul>\n<li>Realize a classifica\u00e7\u00e3o IMDG com base em laudo t\u00e9cnico e FDS atualizada, validando perigos subsidi\u00e1rios.<\/li>\n<li>Consulte a edi\u00e7\u00e3o vigente do IMDG Code e as exig\u00eancias do terminal e do armador antes de reservar espa\u00e7o.<\/li>\n<li>Confirme a compatibilidade do equipamento (isotank, dry, reefer) com o produto e a rota.<\/li>\n<li>Antecipe a confer\u00eancia documental, incluindo anu\u00eancias espec\u00edficas para o Brasil.<\/li>\n<li>Treine a equipe para identificar diverg\u00eancias entre documenta\u00e7\u00e3o, r\u00f3tulos e requisitos do IMDG Code.<\/li>\n<li>Mantenha contato pr\u00f3ximo com transportadores, agentes de carga e \u00f3rg\u00e3os intervenientes para evitar recusa ou atraso.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Perguntas Frequentes<\/h2>\n<h3>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre classe IMDG, n\u00famero ONU e grupo de embalagem?<\/h3>\n<p>A classe IMDG indica o tipo de perigo principal; o n\u00famero ONU identifica a subst\u00e2ncia de forma \u00fanica; o grupo de embalagem relaciona-se ao grau de risco dentro da classe, determinando requisitos de embalagem.<\/p>\n<h3>Como identificar a classe IMDG de um produto qu\u00edmico l\u00edquido?<\/h3>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o exige an\u00e1lise das propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas e toxicol\u00f3gicas, consulta \u00e0 FDS (antiga FISPQ) e verifica\u00e7\u00e3o do n\u00famero ONU no IMDG Code, pois nem todo l\u00edquido \u00e9 Classe 3.<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o as divis\u00f5es da Classe 1 do IMDG Code?<\/h3>\n<p>A Classe 1 (explosivos) possui seis divis\u00f5es: 1.1 (explos\u00e3o em massa), 1.2 (proje\u00e7\u00e3o), 1.3 (inc\u00eandio\/explos\u00e3o limitada), 1.4 (risco menor), 1.5 (muito insens\u00edvel) e 1.6 (extremamente insens\u00edvel).<\/p>\n<h3>O que s\u00e3o perigos subsidi\u00e1rios no transporte mar\u00edtimo?<\/h3>\n<p>Perigos subsidi\u00e1rios s\u00e3o riscos adicionais al\u00e9m do perigo principal da classe; devem ser indicados na documenta\u00e7\u00e3o e nos r\u00f3tulos, influenciando segrega\u00e7\u00e3o e procedimentos de emerg\u00eancia.<\/p>\n<h3>Como escolher entre isotank, cont\u00eainer dry e reefer para uma carga perigosa?<\/h3>\n<p>A escolha depende da classifica\u00e7\u00e3o IMDG, estado f\u00edsico, requisitos de temperatura\/press\u00e3o, compatibilidade qu\u00edmica e exig\u00eancias espec\u00edficas do produto e da rota.<\/p>\n<h3>Quais documentos s\u00e3o exigidos para exportar carga perigosa pelo Porto de Santos?<\/h3>\n<p>S\u00e3o exigidos: declara\u00e7\u00e3o de carga perigosa, FDS (antiga FISPQ), anu\u00eancias espec\u00edficas (IBAMA, ANVISA, Ex\u00e9rcito, CNEN, conforme a classe), al\u00e9m dos documentos padr\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fale com um especialista para validar a classifica\u00e7\u00e3o IMDG, selecionar o equipamento correto e garantir a conformidade documental e operacional do seu embarque de carga perigosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IMDG Code define 9 classes de cargas perigosas para transporte mar\u00edtimo, essenciais para seguran\u00e7a e conformidade regulat\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-182","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-guias-tecnicos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=182"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":183,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182\/revisions\/183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logisticaquimica.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}